Não devemos ter medo dos confrontos. Até os planetas chocam, e do caos nascem as estrelas... ""Aprendi com as Primaveras a me deixar cortar para poder voltar sempre inteira." Cecília Meireles."

Clarice Lispector


É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo.

Como eu não tenho o dom de ler pensamentos, eu me preocupo somenteem ser amigo e não saber quem é inimigo. Pois assim, eu consigo apertara mão de quem me odeia e ajudar a quem não faria por mim o mesmo.

Dezirée Forever

Clarice Lispector

Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite.

Denuncie!

rsrsrs

Sábado, Maio 31

METADE


Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito, a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que amo seja pra sempre amada mesmo que distante
Porque metade de mim é partida, a outra metade é saudade.
Que as palavras que falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço, a outra metade é o que calo.
Que a minha vontade de ir embora se transforme na calma e paz que mereço
Que a tensão que me corrói por dentro seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que penso, a outra metade um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste
E o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável
Que o espelho reflita meu rosto num doce sorriso que me lembro ter dado na infância
Porque metade de mim é a lembrança do que fui, a outra metade não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria pra me fazer aquietar o espírito
E que o seu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo, a outra metade é cansaço.
Que a arte me aponte uma resposta mesmo que ela mesma não saiba
E que ninguém a tente complicar, pois é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia a outra metade é canção.
Que a minha loucura seja perdoada porque metade de mim é amore a outra metade também.

Quinta-feira, Maio 29

A Paraíba



A Paraíba é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Está situada a leste da região Nordeste e tem como limites o estado de Rio Grande do Norte ao norte, o Oceano Atlântico a leste, Pernambuco ao sul e o Ceará a oeste. Ocupa uma área de 56.439 km² (pouco menor que a Croácia).
A capital é
João Pessoa e outras cidades importantes são Campina Grande, Santa Rita, Guarabira, Patos, Sousa, Cajazeiras e Cabedelo. O relevo é modesto, mas não muito baixo; 66% do território estão acima de 200 metros de altitude[carece de fontes?].
Seus principais rios são o
Paraíba, Piranhas, Taperoá, Mamanguape, Curimataú, Peixes e Sanhauá.
Da Paraíba surgiram alguns dos mais notáveis poetas e escritores brasileiros como
Augusto dos Anjos (1884-1908), José Américo de Almeida (1887-1980), José Lins do Rego (1901-1957) e Pedro Américo (1843-1905) (mais conhecidos por suas pinturas históricas). Na Paraíba se encontra o ponto mais oriental das Américas, conhecido como a Ponta do Seixas, em João Pessoa. Devido sua localização geográfica, João Pessoa é conhecida turisticamente como "a cidade onde o sol nasce primeiro".




A História da Paraíba começa antes do descobrimento do Brasil, quando o litoral do atual território do estado era povoado pelos índios tabajaras e potiguaras. A província tornou-se estado com a proclamação da República, em 15 de novembro de 1889.



Domingo, Maio 25

A Fé




"Fé não é baseada em evidências físicas reconhecidas pela comunidade científica. A fé geralmente é associada a experiências pessoais e pode ser compartilhada com outros através de relatos. Nesse sentido é geralmente associada ao contexto religioso ."

Sábado, Maio 24

Algumas pessoas nos encantam...


A Daúde é uma dessas pessoas que nos encantam sem a menor cerimônia...
Confesso que tive contato com sua música , com sua imagem e com sua áurea apenas agora, ainda que agradecida por isso ter acontecido.
Sou uma apaixonada pela negritude enraizada em nossas terras.
Num país de tantas contradições como nosso, Ser negro ainda é delicado... Há emaranhado de lutas sociais que envergonham-nos, porque evidenciam um retrocesso imoral.
O preconceito gera em nós a obrigação de comparações... Nossa!
A diversidade é tão rica, tão intensa, tão apaixonante e poucas pessoas, infelizmente percebem isso...
A voz dessa mulher, a cor dessa mulher, a ousadia dessa mulher, me fazem ter orgulho de enfim falar aquilo que penso, lutar por aquilo que acredito e de sonhar ... Sempre!
Parabéns Daúde!Negra, mulher, baiana, nordestina, brasileira, gente!

Sexta-feira, Maio 23

Rir é uma delícia...


Riso é a reação biológica que os seres humanos demonstram em situações de humor.
O simples gesto de sorrir, causa a movimentação de diversos músculos faciais (chamados de músculos da mímica facial) tais como:
Músculo Depressor do Ângulo da Boca
Músculo Orbicular dos Lábios
Músculo Mentoniano
Músculo Bucinador
Músculo Risório
Músculo Masseter (ou Masseterino)








Quinta-feira, Maio 22

Corpos Christi


"Em quanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos havera guerra."

Quarta-feira, Maio 21

Religião, um meio social gerador de poder



Na microfísica do poder, de Foucoult, vê-se uma rede de poderes que permeia todas as relações sociais, marcando as interações entre os grupos e as classes.
A Religião apresenta-se como uma forma determinista da conduta humana, até maior que as legislações vigentes em qualquer país.
Sendo um meio social de consolidação do poder.
Estruturada pelo homem, busca na espiritualidade de cada um, uma forma de domínio, pois um povo, uma nação, uma tribo, necessita de organização e limitação e quando essas linhas seguem intrínsecas a religião, elas obtêm, juntamente com a fé, um poder muito maior do que qualquer lei vigente em qualquer sociedade.
Nas construção da identidade brasileira, exemplarmente, apesar da aparente união, a identidade religiosa sobrepunha a reinícula de tal forma que essa comandava a politicagem do país.
Maomé, conduziu seu ensinamento com grande astúcia, não quero entretanto afirmar que o mesmo estava em busca de poder, [talvez essa busca seja uma forma inconsciente de sobrevivência] contudo, seu delineamento perspicaz na condução da vida muçulmana, dentro de seus padrões de controle, consolidaram o islamismo e fizeram de Maomé um importante profeta, num momento de grandes conflitos que lhe trouxeram um grande poder.
A ética da religião protestante discutida por Weber, mostra claramente, na relação do trabalho, como forma de ascensão, o poder na qual me refiro.
Para Lutero, o lucro só seria possível, se um indivíduo suplantasse o outro, pois o ganho de um, vinha justamente, da perda de um outro. A profissão vinha a partir do “desígnio divino” e por isso o indivíduo deveria permanecer na profissão que Deus escolheu para ele. Esse desígnio seria interpretado de acordo com as expectativas de poder existentes em cada um, seja para uma representação moral na sociedade ou satisfação pessoal...

Terça-feira, Maio 20







Domingo, Maio 18

Não Quero

Não quero alguém que morra de amor por mim... Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando.
Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo, quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade.
Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim... Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível... E que esse momento será inesquecível... Só quero que meu sentimento seja valorizado.
Quero sempre poder ter um sorriso estampando meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre... E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém... e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto.
Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho...
Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente importa, que é meu sentimento... e não brinque com ele. E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.
Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe... Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz.
Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia, e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos, talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas... Que a esperança nunca me pareça um "não" que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como "sim".
Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim, sem ter de me preocupar com terceiros... Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento.
Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão... que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades a às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim...e que valeu a pena!!!

Sábado, Maio 17

LINDO FILME











Guerreiro Menino(Gonzaguinha)



Um homem também chora
Menina morena
Também deseja colo
Palavras amenas
Precisa de carinho
Precisa de ternura
Precisa de um abraço
Da própria candura
Guerreiros são pessoas


São fortes, são frágeis
Guerreiros são meninos
No fundo do peito
Precisam de um descanso
Precisam de um remanso
Precisam de um sonho
Que os tornem perfeitos
É triste ver este homem
Guerreiro menino
Com a barra de seu tempo
Por sobre seus ombros
Eu vejo que ele berra
Eu vejo que ele sangra
A dor que traz no peito
Pois ama e ama
Um homem se humilhaSe castram seu sonhoSeu sonho é sua vida
E a vida é trabalho
E sem o seu trabalhoUm homem não tem honra
E sem a sua honra
Se morre, se mata
Não dá pra ser feliz
Não dá pra ser feliz

Sexta-feira, Maio 16

Mulher por ela mesma


É evidente que em meio a toda crise que afetou diretamente o universo feminino, a relação homem-mulher sofreu abalos que interferiram conseqüentemente no casamento.
O laço matrimonial durante grande período da Idade Moderna havia sido o objetivo existencial da mulher, toda a sua educação era voltada para desenvolver bem as “prendas” domésticas, cuidar dos filhos, da casa e do marido.
Segundo Mary Del Priori em seu livro História de Amor no Brasil “o amor como base do casamento talvez seja a mais importante mudança nas mentalidades ocorrida no limiar da Idade Moderna ou, possivelmente, nos últimos mil anos da “história ocidental” ”. (2007: 14)
Durante o surgimento da burguesia sua função no casamento passou por isso, a ter uma nova essência, sendo a submissão um fator importante endossado pela medicina social como fator característico exclusivamente feminino.
Elas seguiram bravamente, desmistificando comportamentos e pensamentos, arraigados de preconceitos e supressão.
È evidente que durante sua entrada no mercado de trabalho ela passou por inúmeros questionamentos pessoais.
O primeiro foi à maternidade que, durante séculos, foi seu indulto, a razão de sua existência. Ao ingressar no mercado de trabalho, já fazendo parte de uma família ou engravidando logo em seguida, freqüentemente muitas mulheres deixavam de trabalhar para cuidar de seu filho, além disso, era uma questão de honra para o marido manter essa comunhão.
O casamento, mesmo após sua entrada no mundo do trabalho, ainda persistiu por um bom tempo defendendo papéis de gênero que determinavam o quê e como marido e mulher deveriam se comportar.A mulher deveria desenvolver bem suas obrigações de esposa, mãe e mulher e ao marido, permanecia sua obrigação de manter a família.Era importante que o casal conversasse e trocasse idéias, mas pertencia ao homem à direção da família.
O “precisar” de dinheiro não era algo bem visto em relação ao universo feminino. As mulheres pobres que tinham a necessidade de manter seu sustento procuravam desenvolver, dentro dos afazeres domésticos, uma espécie de “continuação” dos mesmos, vendendo doces por encomenda, fazendo bordados e outras prendas. Entretanto, esse tipo de trabalho era menosprezado pela sociedade e marginalizado pelo homem em relação ao próprio homem, que segundo os ideais de masculinidade, como já relatamos, deveriam manter sua família dignamente.
As mulheres de famílias mais ricas, apesar de toda possibilidade que tinham de acesso a uma boa educação, freqüentemente eram restritas à esfera do espaço privado, onde, em geral, casavam e permaneciam enclausuradas.
Houve muitas que conseguiram transgredir essas amarras, apesar de terem estudos pagos pelos pais através de mestres rudes que utilizavam e abusavam de palmatórias e castigos, elas buscaram seu florescimento por meio de muita determinação e dor.
Uma das características mais encantadoras dessas mulheres, do meu ponto de vista, foi à graça que tiveram em utilizar aquilo que, por muito tempo foi castrado; seus sentimentos, como uma arma sutil, porém belicosa em seu caminho de redescoberta.A prova contundente desse fato é que, contrariando expectativas sociais, muitas se tornaram poetisas e escritoras.
Renasceram através de suas emoções que, em primeiro momento, expunham sua alma com palavras doces e sinceras, retratando heroínas de imagens angelicais e que, por serem dóceis, ainda pressupunham algum tipo de dominação.
Aos poucos suas palavras foram ganhando força e expressão. Surgindo então, dessa transição, novas mulheres que nasciam para uma recém-descoberta vida, iluminadas de insurgentes necessidades e emoções.

A História pela História


O trabalho de resgate histórico é quase sempre uma tentativa sutil de compreendermos componentes sociais de nossa contemporaneidade.
Costumeiramente não se volta ao passado apenas para satisfazer uma curiosidade, freqüentemente o buscamos quando algo em nosso presente não se “encaixa” muito bem.
Apesar de frisarmos constantemente que o que passou, passou, sabemos que, de alguma forma, esse passado está imbricado em nossa existência. Somos a união de vários passados que vão se somando, se sobrepondo e se reconstruindo.
Essa corrente que hora se quebra, se restaura e se encaixa é a nossa história, que ligada uma a uma, constitui células vivas e relacionais de um universo histórico.
Pode-se tentar compreender uma sociedade a partir da história de um indivíduo, de um grupo de indivíduos, de um momento histórico, não importa de qual ponto partamos, fatalmente nos deparamos sempre em meio a uma mesma teia social que relaciona cultura, economia, política e educação.
Esse conjunto constitutivo envolve as relações sociais de forma direta, mas que só passaram a fazer parte de estudos históricos recentemente.
Sendo assim, toda e qualquer manifestação social que afeta a vida de um indivíduo, reflete no espaço da família, na relação homem-mulher e, conseqüentemente, na sociedade. E é a partir desse dessa linha que iniciarei meus questionamentos.

O Novo papel da Mulher


O papel da mulher na História se deu sobre imagens preconceituosas, geradas a partir da visão do homem.Essas imagens foram sendo sedimentadas de tal forma que sempre garantia à mesma um segundo plano, em todos os níveis sociais.
Em variadas culturas e em inúmeros momentos históricos o homem desenvolveu formas de controle sobre as mesmas. Sua vivência era definida de acordo com as necessidades sociais de cada ocasião.
Hoje é a própria mulher que se desembrulha, se mostra. E nos mostra o quanto valores, comportamento e sentimentos participam de uma construção social.
A sociedade mudou, e no decorrer dessa mudança, diríamos até que no epicentro desta transmutação, que se dá em todos os aspectos da vida em sociedade, surge um novo, dinâmico e interessante objeto de estudos e pesquisas. Esse novo elemento, agente ativo e revolucionário, vem, paulatinamente, despertando o interesse acadêmico, trata-se da ascensão feminina ou a ebulição da mulher, alargando e garantindo o seu espaço nessa nova sociedade em formação.

Sábado, Maio 10

Violência não rima com infância


Diante de tantas notícias terríveis de violência contra o universo infantil, sinto-me muitas vezes angustiada ao entrar em sala de aula e discutir com meus alunos sobre a pressuposta "evolução do homem".
Eles ficam impressionados quando estudamos que há pouquíssimo tempo as crianças não tinha uma condição de existência social respeitada e que após muitos estudos passaram a integrar-se enquanto cidadãos, cujos direitos e deveres devem ser cumpridos e respeitados.
Para eles, esse pensamento é quase uma ficção, já que seu mundo atual é visivelmente estruturado.
Não existe a menor possibilidade de escondermos deles o cada vez mais crescente índice de crueldade e horror que percorre a nossa sociedade contemporanea.
Os casammentos se modificaram, as familias assumem estruturas diferentes, a tecnologia avança cada vez mais e onde ficam o respeito e a íntegridade da crianaça no Brasil?
O que falar a uma menina de 5 anos que chega na sala de aula extremamente triste por saber que uma outra foi jogada pelo pai da janela de um edifício?
Elas absorvem essas informações de maneira tal, que chegam a chorar como se a menina em questão fosse sua parenta próxima...
Cotidianamente percebo que o ensino na Educação Infantil está ficando cada vez mais essencial na construção educacional do nosso país. As crianças, curiosamente estão ficando cada vez mais maduras diante de tanta barbaridade.
Elas hoje tem o direito de serem crianças, assegurados constitucionalmente, mas entram cada vez mais cedo na vida adulta, quase que empurradas pela brutalidade de uma sociedade que caminha sem absolutamente nenhum tipo de cuidado, de compaixão, de justiça.
Aliás, o que se esperar de uma sociedade que põe em manchetes de jornais e revistas o ato de alguém quando devolve um dinheiro que não é seu ao VERDADEIRO dono!
Fico aqui torcendo para que meus alunos continuem acreditando ainda por um bom tempo em sua infância...

Sábado, Maio 3

Mãe- Obrigação x Amor


Apesar de sabermos que algumas datas existem para movimentar a economia, a emoção social na qual ela se apoio, acaba manisfestando em cada um de nós emoçoes diversas.
Percebo claramente que esse senso comum, produzido pelo aumento da necessidade de consumo nos afeta de um jeito intrigante.
Afloramos dores que cotidianamente tentamos conter, ou devido a pressa do dia-a-dia ou porque buscamos encobrir dores de nós mesmos, para afinal seguir em frente!
"Pois é assim que a sociedade determina como uma pessoa forte e centrada deve agir..."
Domingo próximo, dia 11 de maio de 2008, mais exatamente, será comemorado mais um Dia das Mães.

Diante de tanto comercial, algumas mães´já veteranas no assunto dizem: Meu dia é todo dia! ou ainda aquelas iniciantes que vivem agora a legria de sentirem especiais, por estarem vivenciando o que aprenderam ser a consolidação da mulher: A maternidade!
Durante muitos anos da minha vida, tive a necessidade, por vezes, desesperada, dessa complementaridade... até que um dia, de uma forma breve, ainda que profunda, esperimentei essa sensação, quase subime de gerar vida.
Hoje, apesar das contradições da dor da perda e doces lembranças, desejo realmente que a inópia comercial e o prazer materno se misturem, já que vivemos embrenhados por uma sociedade capitalista e excludente, não conseguiríamos nos despregar dessa teia....

Anseio profundamente por um Feliz dia das mães a todas as mães e em especial, a minha mãe Edneuza que me iniciou na vida e a minha filha Dezirée que me transformou em uma mulher, não pela maternidade em si, mas pela inacreditável força que esse sentimento nos dá!

Marley












FOME

Já percorri muitos sites na internet em busca de imagens, porque tenho sempre a nítida impressão que algumas delas simplesmente falam por si...
Não faço isso para chocar, apesar do quê, seria bom que essas imagens realmente chocassem, pois mostraríam que nós ainda não somos tão inertes.
Faço questão de ter sempre contato com essas realidades porque não quero fingir que são ilusões ou muito menos acostumar-me com elas...
Essa imagem específica penetrou-me na alma me fazendo masi uma vez repensar a vida e minhas espectativas diante dela.



Chaplin!


Sexta-feira, Maio 2

Aos homens apaixonados!


Sempre que percebo um homem apaixonado renasce em mim a esperança de que os gêneros finalmente se harmonizem.
Durante muito tempo foi dada à mulher a “graça” de ser a única mantenedora desse sentimento. Mesmo sob reges de grandes sofrimentos, ela desenvolveu bem o seu papel que, entretanto, acarretou um problema aos homens: a mulher se fortaleceu!
O equilíbrio das forças sociais- relacionais, foi afetado e o universo masculino entrou em crise.
Creio inclusive que essa crise ainda perdurará por um longo tempo, já que se têm uma longa história de ressurgimento da mulher, mas paralelo a isso, onde estão os homens?
Os homens se acomodaram. Alguns ainda se pretendem as morais burguesas disseminadas na chegada do Capitalismo que faz com que busquem na mulher, um reflexo de sua mãe. Outros se escondem e vão levando a vida, solitários porque sempre buscam relações frívolas e vazias.
Entretanto, ainda existem alguns que se abriram para essa nova mulher e tentam entendê-las e amá-las. Eles seguem essa reconquista, talvez ainda endossados pela idéia de que o amor romântico lhe devolva o controle sobre as mulheres, mas não importa, ele começaram, se atreveram! Vivem!
Essa liberdade conquistada por nós mulheres que desprende o amor do desejo, não quer dizer que não os queiramos juntos, ou ainda, que não podemos vivê-los separados, de forma harmoniosa!
Homens apaixonados vivam seus amores sem urgência, sem tentativa de controle.
Uma mulher apaixonada prende-se, sem amarras ou cobranças.
Homens apaixonados, apenas vivam!

Quinta-feira, Maio 1

SALVADOR





Homem e Mulher x gênero


O discurso dos gêneros é algo crescente em nossa contemporaneidade.
Após a emancipação feminina, tornou-se excepcional a redefinição dos papéis homem e mulher.
Essa emergência trazida pela estagnação do homem em seu papel acarreta ainda enormes desequilíbrios em nosso universo social.
Conforme tento deixar explícita, minha intenção não é defender unicamente nenhum dos lados, mas sim expor na medida do possível minha inquietação em relação a esse caos generalizado que se encontra as relações interpessoais.
Devemos deixar de lado frases preconceituosas como:
_ A mulher tem que fazer isso...
_ O homem deve fazer aquilo!
É preciso que nos olhemos enquanto seres humanos, tão diferentes entre si e ainda sim absolutamente complementares.
Sempre me pergunto porque o homem não pode chorar? Afinal, pelo que sei, biologicamente seus olhos são capazes de produzir lágrimas também...
Assistindo a uma conferência habilmente ministrada pelo professor Durval Muniz, reconduzi meus aforismos e comecei a ver o homem com um olhar menos machista.
_Os homens são escravos de sua própria masculinidade!Eles choram! Eles amam! Eles têm medo!
Precisam a todo instante provar o quanto são machos! Sua virilidade está diretamente relacionada ao número de mulheres que conseguem beijar, ter ou enganar...
O pior é que muitas vezes, nós mulheres ainda os usamos como remédio. Acreditamos que se não temos um, seja lá de que forma for, não nos enquadramos às exigências... Exigências??? Pois é, aquelas famosas exigências burguesas...
Expressamos cotidianamente nossa condição libertária, mas ainda nos agarramos a papéis de gênero, quando nos é conveniente.
Os homens se sufocam todos os dias por morais que nem de longe fazem com que continuem na posição de comando.
O discurso individualista do capitalismo foi bastante cruel nessa homilia e cavando abismos profundos de hipocrisia.
Toda essa aparente evolução, apenas mostra que o estilo, muito mais que a substância, é que está sujeito a alterações.
Freqüentemente me deparo com meus alunos ditando regras de comportamento e participação para as meninas e meninos. É evidente que até uma certa maturidade é necessário que eles compreendam quem são, o que são e querem.
O grande desafio da educação hoje é justamente encontrar a linha tênue onde se deve passar a educar sem discriminação. Fugir da reprodução de discursos que segregam as relações pessoas futuras e reafirmam os papéis de uma sociedade que necessita evoluir socialmente e emocionalmente.
Ainda acho que há uma saída, mas é preciso que cada um busque no outro uma complementaridade, sem rivalidade, sem disputas. O caminho é longo... Comecemos...

Paraíba: Mulher macho, sim senhor!




Durante o processo de modernização do século XIX, a mulher tem seu papel definido dentro dos padrões da moral burguesa. Sob os ideais do amor romântico, a mulher passa a ser o alicerce do homem, na construção de sua imagem social. O amor familiar, do marido e dos filhos tem em seu engendramento a figura feminina.
A mulher vem assumindo um importante papel desde a II Guerra Mundial, a partir desse marco, todas as transformações vivenciadas no mundo contemporâneo têm a marca indelével da mulher, o sutil, porém substancioso toque feminino.
A mulher não admite mais a dominação sexual masculina e ambos os sexos seguem sua trajetória, aprendendo a lidar com as implicações decorrentes desse fenômeno.
O filme “Paraíba Mulher- Macho”, retrata a figura de uma mulher bem a frente de seu tempo. Uma mulher que busca no prazer e no amor, uma complementaridade. Alguém que não vislumbra na emoção do seu sentimento, exclusivamente uma estrutura familiar.
Ela quer e vive sua história de amor, não perdendo por isso sua visão de cidadã, tendo consciência que sob seus momentos de prazer, ocorrem transformações históricas importantes na sociedade em que vive.
Em vários momentos do filme, Anaíde Beiriz, aparece escrevendo, explorando suas idéias, tornando públicas suas discussões, dividindo com outras mulheres seus posicionamentos, incitando-as a altercações.
A mulheres só tiveram reconhecimento, enquanto participantes das transformações históricas, apenas a partir de 1960, embora sua luta já tivesse começado há muito tempo.
Anaíde antecipou essa data, tomando as rédeas de sua vida, para viver sob a consciência de sua própria personalidade.
As cenas de prazer são tão fortes quanto fortes eram sua determinação e coragem. Elas evidenciam sua autonomia ao romper com verdades propriamente masculinas, quando secularmente impedia a mulher de viver sua sexualidade, sem culpa.
O filme além de dar a figura feminina um papel de destaque na construção de suas relações pessoais, dá também a possibilidade de vislumbrar na figura de uma mulher que ao viver a sua história de amor, pode ter detonado a gota d´água para um importante acontecimento histórico: a Revolução de 1930.
A maioria dos pesquisadores reconhece que o comportamento dos indivíduos é uma conseqüência das regras e valores sociais, e da disposição individual, seja genética, inconsciente, ou consciente.
Anaíde Beiriz foi uma mulher singular, cuja critica em relação ao seu comportamento tornou-se tão menor, quanto maior foi, é e será seu papel no processo de luta das mulheres.
Sigamos em frente!
Parabéns Anaíde Mulher Beiriz!

Quando eu te encontrar...


Eu já sei o que meus olhos vão querer
Quando eu te encontrarImpedidos de te ver
Vão querer chorar
Um riso incontidoPerdido em algum lugar
Felicidade que transborda
Parece não querer parar
Não quer pararNão vai parar
Eu já sei o que meus lábios vão querer
Quando eu te encontrar
Molhados de prazer
Vão querer beijar
E o que na vida não se cansa
De se apresentar
Por ser lugar comum
Deixamos de extravazar, de demonstrar
Nunca me disseram o que devo fazer
Quando a saudade acorda
A beleza que faz sofrer
Nunca me disseram como devo proceder
Chorar, beijar, te abraçar, é isso que quero fazer
É isso que quero dizerEu já sei o que meus braços vão querer
Quando eu te encontrarNa forma de um "C"Vão te abraçar
Um abraço apertado
Pra você não escapar
Se você foge me faz crer
Que o mundo pode acabar, vai acabar

Meu eterno amor!


Eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida
Eu vou te amar...

Hoje!




Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite. Clarice Lispector

 
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