Dezirée & Lucca Forever

sábado, maio 3

Mãe- Obrigação x Amor


Apesar de sabermos que algumas datas existem para movimentar a economia, a emoção social na qual ela se apoio, acaba manisfestando em cada um de nós emoçoes diversas.
Percebo claramente que esse senso comum, produzido pelo aumento da necessidade de consumo nos afeta de um jeito intrigante.
Afloramos dores que cotidianamente tentamos conter, ou devido a pressa do dia-a-dia ou porque buscamos encobrir dores de nós mesmos, para afinal seguir em frente!
"Pois é assim que a sociedade determina como uma pessoa forte e centrada deve agir..."
Domingo próximo, dia 11 de maio de 2008, mais exatamente, será comemorado mais um Dia das Mães.

Diante de tanto comercial, algumas mães´já veteranas no assunto dizem: Meu dia é todo dia! ou ainda aquelas iniciantes que vivem agora a legria de sentirem especiais, por estarem vivenciando o que aprenderam ser a consolidação da mulher: A maternidade!
Durante muitos anos da minha vida, tive a necessidade, por vezes, desesperada, dessa complementaridade... até que um dia, de uma forma breve, ainda que profunda, esperimentei essa sensação, quase subime de gerar vida.
Hoje, apesar das contradições da dor da perda e doces lembranças, desejo realmente que a inópia comercial e o prazer materno se misturem, já que vivemos embrenhados por uma sociedade capitalista e excludente, não conseguiríamos nos despregar dessa teia....

Anseio profundamente por um Feliz dia das mães a todas as mães e em especial, a minha mãe Edneuza que me iniciou na vida e a minha filha Dezirée que me transformou em uma mulher, não pela maternidade em si, mas pela inacreditável força que esse sentimento nos dá!

Marley












FOME

Já percorri muitos sites na internet em busca de imagens, porque tenho sempre a nítida impressão que algumas delas simplesmente falam por si...
Não faço isso para chocar, apesar do quê, seria bom que essas imagens realmente chocassem, pois mostraríam que nós ainda não somos tão inertes.
Faço questão de ter sempre contato com essas realidades porque não quero fingir que são ilusões ou muito menos acostumar-me com elas...
Essa imagem específica penetrou-me na alma me fazendo masi uma vez repensar a vida e minhas espectativas diante dela.



Chaplin!


sexta-feira, maio 2

Aos homens apaixonados!


Sempre que percebo um homem apaixonado renasce em mim a esperança de que os gêneros finalmente se harmonizem.
Durante muito tempo foi dada à mulher a “graça” de ser a única mantenedora desse sentimento. Mesmo sob reges de grandes sofrimentos, ela desenvolveu bem o seu papel que, entretanto, acarretou um problema aos homens: a mulher se fortaleceu!
O equilíbrio das forças sociais- relacionais, foi afetado e o universo masculino entrou em crise.
Creio inclusive que essa crise ainda perdurará por um longo tempo, já que se têm uma longa história de ressurgimento da mulher, mas paralelo a isso, onde estão os homens?
Os homens se acomodaram. Alguns ainda se pretendem as morais burguesas disseminadas na chegada do Capitalismo que faz com que busquem na mulher, um reflexo de sua mãe. Outros se escondem e vão levando a vida, solitários porque sempre buscam relações frívolas e vazias.
Entretanto, ainda existem alguns que se abriram para essa nova mulher e tentam entendê-las e amá-las. Eles seguem essa reconquista, talvez ainda endossados pela idéia de que o amor romântico lhe devolva o controle sobre as mulheres, mas não importa, ele começaram, se atreveram! Vivem!
Essa liberdade conquistada por nós mulheres que desprende o amor do desejo, não quer dizer que não os queiramos juntos, ou ainda, que não podemos vivê-los separados, de forma harmoniosa!
Homens apaixonados vivam seus amores sem urgência, sem tentativa de controle.
Uma mulher apaixonada prende-se, sem amarras ou cobranças.
Homens apaixonados, apenas vivam!

quinta-feira, maio 1

SALVADOR





Homem e Mulher x gênero


O discurso dos gêneros é algo crescente em nossa contemporaneidade.
Após a emancipação feminina, tornou-se excepcional a redefinição dos papéis homem e mulher.
Essa emergência trazida pela estagnação do homem em seu papel acarreta ainda enormes desequilíbrios em nosso universo social.
Conforme tento deixar explícita, minha intenção não é defender unicamente nenhum dos lados, mas sim expor na medida do possível minha inquietação em relação a esse caos generalizado que se encontra as relações interpessoais.
Devemos deixar de lado frases preconceituosas como:
_ A mulher tem que fazer isso...
_ O homem deve fazer aquilo!
É preciso que nos olhemos enquanto seres humanos, tão diferentes entre si e ainda sim absolutamente complementares.
Sempre me pergunto porque o homem não pode chorar? Afinal, pelo que sei, biologicamente seus olhos são capazes de produzir lágrimas também...
Assistindo a uma conferência habilmente ministrada pelo professor Durval Muniz, reconduzi meus aforismos e comecei a ver o homem com um olhar menos machista.
_Os homens são escravos de sua própria masculinidade!Eles choram! Eles amam! Eles têm medo!
Precisam a todo instante provar o quanto são machos! Sua virilidade está diretamente relacionada ao número de mulheres que conseguem beijar, ter ou enganar...
O pior é que muitas vezes, nós mulheres ainda os usamos como remédio. Acreditamos que se não temos um, seja lá de que forma for, não nos enquadramos às exigências... Exigências??? Pois é, aquelas famosas exigências burguesas...
Expressamos cotidianamente nossa condição libertária, mas ainda nos agarramos a papéis de gênero, quando nos é conveniente.
Os homens se sufocam todos os dias por morais que nem de longe fazem com que continuem na posição de comando.
O discurso individualista do capitalismo foi bastante cruel nessa homilia e cavando abismos profundos de hipocrisia.
Toda essa aparente evolução, apenas mostra que o estilo, muito mais que a substância, é que está sujeito a alterações.
Freqüentemente me deparo com meus alunos ditando regras de comportamento e participação para as meninas e meninos. É evidente que até uma certa maturidade é necessário que eles compreendam quem são, o que são e querem.
O grande desafio da educação hoje é justamente encontrar a linha tênue onde se deve passar a educar sem discriminação. Fugir da reprodução de discursos que segregam as relações pessoas futuras e reafirmam os papéis de uma sociedade que necessita evoluir socialmente e emocionalmente.
Ainda acho que há uma saída, mas é preciso que cada um busque no outro uma complementaridade, sem rivalidade, sem disputas. O caminho é longo... Comecemos...

Paraíba: Mulher macho, sim senhor!




Durante o processo de modernização do século XIX, a mulher tem seu papel definido dentro dos padrões da moral burguesa. Sob os ideais do amor romântico, a mulher passa a ser o alicerce do homem, na construção de sua imagem social. O amor familiar, do marido e dos filhos tem em seu engendramento a figura feminina.
A mulher vem assumindo um importante papel desde a II Guerra Mundial, a partir desse marco, todas as transformações vivenciadas no mundo contemporâneo têm a marca indelével da mulher, o sutil, porém substancioso toque feminino.
A mulher não admite mais a dominação sexual masculina e ambos os sexos seguem sua trajetória, aprendendo a lidar com as implicações decorrentes desse fenômeno.
O filme “Paraíba Mulher- Macho”, retrata a figura de uma mulher bem a frente de seu tempo. Uma mulher que busca no prazer e no amor, uma complementaridade. Alguém que não vislumbra na emoção do seu sentimento, exclusivamente uma estrutura familiar.
Ela quer e vive sua história de amor, não perdendo por isso sua visão de cidadã, tendo consciência que sob seus momentos de prazer, ocorrem transformações históricas importantes na sociedade em que vive.
Em vários momentos do filme, Anaíde Beiriz, aparece escrevendo, explorando suas idéias, tornando públicas suas discussões, dividindo com outras mulheres seus posicionamentos, incitando-as a altercações.
A mulheres só tiveram reconhecimento, enquanto participantes das transformações históricas, apenas a partir de 1960, embora sua luta já tivesse começado há muito tempo.
Anaíde antecipou essa data, tomando as rédeas de sua vida, para viver sob a consciência de sua própria personalidade.
As cenas de prazer são tão fortes quanto fortes eram sua determinação e coragem. Elas evidenciam sua autonomia ao romper com verdades propriamente masculinas, quando secularmente impedia a mulher de viver sua sexualidade, sem culpa.
O filme além de dar a figura feminina um papel de destaque na construção de suas relações pessoais, dá também a possibilidade de vislumbrar na figura de uma mulher que ao viver a sua história de amor, pode ter detonado a gota d´água para um importante acontecimento histórico: a Revolução de 1930.
A maioria dos pesquisadores reconhece que o comportamento dos indivíduos é uma conseqüência das regras e valores sociais, e da disposição individual, seja genética, inconsciente, ou consciente.
Anaíde Beiriz foi uma mulher singular, cuja critica em relação ao seu comportamento tornou-se tão menor, quanto maior foi, é e será seu papel no processo de luta das mulheres.
Sigamos em frente!
Parabéns Anaíde Mulher Beiriz!

Quando eu te encontrar...


Eu já sei o que meus olhos vão querer
Quando eu te encontrarImpedidos de te ver
Vão querer chorar
Um riso incontidoPerdido em algum lugar
Felicidade que transborda
Parece não querer parar
Não quer pararNão vai parar
Eu já sei o que meus lábios vão querer
Quando eu te encontrar
Molhados de prazer
Vão querer beijar
E o que na vida não se cansa
De se apresentar
Por ser lugar comum
Deixamos de extravazar, de demonstrar
Nunca me disseram o que devo fazer
Quando a saudade acorda
A beleza que faz sofrer
Nunca me disseram como devo proceder
Chorar, beijar, te abraçar, é isso que quero fazer
É isso que quero dizerEu já sei o que meus braços vão querer
Quando eu te encontrarNa forma de um "C"Vão te abraçar
Um abraço apertado
Pra você não escapar
Se você foge me faz crer
Que o mundo pode acabar, vai acabar

Meu eterno amor!


Eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida
Eu vou te amar...

Hoje!




Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite. Clarice Lispector