Dezirée & Lucca Forever

sexta-feira, janeiro 13

Que tipo de gente eu sou?


Chegar à fase adulta não é fácil, as cobranças são muitas, cobranças sociais, familiares e pessoais. Quando nos deparamos àquilo que imaginávamos ser o período adulto muitas vezes nos assustamos com a imensa diferença entre o que desejávamos ser e o que nos tornamos.
Durante a caminhada nos (re) construímos, criamos e em meio a essas escolhas, têm-se gente refletidas no racional, outras no emocional e outras...

As que se embrenham pela emoção, acabam sendo taxadas de fracas. Fazem parte de um mundo que não os aceitam como adultos porque carregam em si, emoções “ditas” infantis. Essas pessoas cuja áurea tem balões ao invés de fumaça de cigarro, guardam sempre um sorriso, um afago, um olhar terno e descompromissado com a vida. Não porque elas não tenham responsabilidades, problemas ou compromissos, elas têm sim, elas são adultas. Sensibilidade nada tem a ver com peso maior ou menor da vida. Não sei bem se é uma escolha ou está na pele, no corpo. Acredito que muita coisa pode ser construída e costurada por dentro da alma.
Essas pessoas acreditam em gente, acreditam no toque, acreditam no olhar, no sorriso, nos gestos...Enfim, acreditam!

As que primam pelo racional, pelo comedido, pelo regrado, também têm suas conquistadas basiladas por emoções, só que essas são reservadas as poucas que conseguem manter uma aproximação maior. Geralmente elas observam antes de sorrir, são cautelosas ao falar e amam intensamente dentro de si. Grande parte dessas pessoas têm como maior atributo a franqueza e são expressamente objetivas. Elas também têm um brilho no olhar, escondido atrás de seus óculos escuros que permanecem por um bom tempo encobrindo as emoções. Elas são as rotuladas socialmente como maduras...

Entre essas duas formas de ser gente existe ainda outra que eventualmente nos deparamos pelos atalhos e caminhos da vida. São as pessoas de gelo. Aquelas cujo coração mantém uma distância factual entre a mente e as emoções. Elas gritam para o mundo tudo aquilo que determinaram para si, suas regras são claras e não contém exceções. As pessoas de gelo decidiram não amar, porque segundo elas, amar é perda de tempo, do seu precioso tempo...Para elas o amor fragiliza, amargura e principalmente, espera algo em troca. Pessoas de gelo não querem desprender nem um milímetro sequer de si para o outro, pessoas de gelo são absolutamente egoístas. Elas se cobrem com um véu de indiferença e dali estrategicamente protegidas, abrem fogo aos que tentam se aproximar além do que elas desejam. E, se qualquer um ameaçar romper essa barreira, receberá uma inundação de gestos e/ou palavras cruéis...

É impossível evitar o encontro, ou condicionar o encontro com o tipo de gente que mais apreciamos, a vida é uma caixinha de surpresas que ora brilham, ora ofuscam nossos desejos, sonhos ou conquistas. Diante disso, o essencial é que consigamos ser aquilo que acreditamos, mantendo em nosso entorno gente com as quais realmente nos identificamos.

C'est la vie!

Fênix Forever




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