Dezirée & Lucca Forever

quinta-feira, maio 26

Venha sem medo...


Trago na boca o gosto daquele gole de vinho quente que ainda não bebi, daquela taça que ficou abandonada na cabeceira da cama assistindo a toda sensualidade que possa existir entre dois corpos embriagados da mais pura essência humana. Um gole sedento, com o coração ainda batendo forte e que queima a garganta. Esse vinho deve estar agora em alguma prateleira de supermercado ou adega, talvez ele ainda seja um cacho de uva em alguma videira espalhada pelo mundo.


Guardo comigo o sabor do beijo que não dei; a lembrança da mulher que amo e ainda não encontrei. Talvez esse beijo esteja sendo de outra boca agora, e essa mulher, em que lugar estaria nesse momento? Onde mais além de minhas recordações?



Porque amo essa mulher? Na verdade não sei dizer por que amo e nem o quanto amo, mas sei dizer que a vibração da sua voz, mesmo que ainda não ouvida por mim, faz vibrar as cordas da harpa existente no meu intimo, como se estivessem sendo dedilhadas por um anjo bom.



Dou-me a liberdade de parafrasear o compositor pernambucano para dizer que tu estás vindo, posso ouvir os teus sinais. Venha sem medo, pois não tenho medo de recebê-la. Venha livre, pura, pronta para viver o que só existe nos sonhos. Venha pronta para criarmos as palavras que ainda não existem no pobre dicionário da “sinceridade” da maioria dos humanos. Venha pronta e comprometida em transformarmos juntos a realidade, fazer do sonho o real, do feio o bonito, da uva o vinho.



Michel Bruno

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