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quinta-feira, junho 26

Educação infantil, um percurso importante na formação do indivíduo


A educação Infantil no Brasil tem evoluído de certa forma acompanhando a história do mundo, tendo características próprias. Até meados do século XIX, o atendimento de crianças pequenas longe da mãe em instituições como creches ou parques infantis praticamente não existiam no Brasil.
A partir do século XIX foi trazido da Europa para o Brasil o preceito educacional do movimento das Escolas Novas. O jardim-de-infância, um desses “produtos” estrangeiros foi recebido com entusiasmo por alguns setores sociais.
Nesse período, a preocupação com os menores das camadas sociais mais pobres também fazia parte do discurso da imprensa e nos debates legislativos.
A entrada da mulher no mercado de trabalho em número cada vez maior ajudou no aparecimento de creches e pré-escolas, principalmente na rede particular. Com essa mudança, o padrão educacional passa a ter outros aspectos cognitivos, emocionais e sociais da criança.
De acordo com as necessidades e a evolução da sociedade, surge a necessidade de uma educação institucionalizada para criança de zero à seis anos, a chamada Educação Infantil. Dessa forma no Brasil esse atendimento é reconhecido na Constituição Federal de 1988. Desde então a responsabilidade por este segmento educacional passa do ponto de vista legal ser do Estado nas creches e pré-escolas.
Em 1990, o Estatuto da Criança e do Adolescente vem reafirmar este direito. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei nº 9.394, promulgada em dezembro de 1996, de forma decisiva, vincula o atendimento da criança de zero à seis anos, na educação.
As propostas curriculares espalhadas pelo Brasil, caracterizam a nossa sociedade plural, por isso surge um documento realizado pelo Ministério da Educação e do Desporto chamado “Proposta Pedagógica e Currículo em Educação Infantil”, como um documento orientado que visa amparar as instituições responsáveis pela Educação Infantil, buscando uma melhor qualidade nesta etapa educacional, onde pretende subsidiar na preparação gradualmente ou a execução de programas e currículos proporcionais às realidades locais.
O Referencial Curricular para Educação Infantil é apenas uma proposta aberta, flexível e não obrigatória.
A infância é hoje reconhecida como condição e direito das crianças.
Com o tempo, as transformações da sociedade ampliaram a duração da infância, aumentando a preocupação com a preparação dos filhos para a vida.
O que ocorre, é que apesar de toda essa transformação e desenvolvimento, se percebe um claro jogo de responsabilidades. A família incube a escola de dar ao seu filho limites, que deveriam vir de casa e a escola espera da família uma participação mais efetiva, ou pelo menos, mais consciente de seu papel na construção educacional de seus alunos.
O papel da Educação Infantil, na constituição do indivíduo necessita de uma insurgente atenção, porque cada vez mais o emaranhado de valores, regras, culturas e normas que permeiam a evolução do homem se entrelaçam e se condicionam, deixando um aparente “caos” em relação ao verdadeiro papel do aluno, do mediador, da família, da sociedade e da escola.

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