
É muito comum em nosso cotidiano nos depararmos com variados “jargões” que caracterizam comportamentos, definindo causas e efeitos a priori.
Um exemplo claro disso é aquele que dá a mulher uma característica “inata”, a de ser consumista. Muitas vezes ouvimos maridos, filhos e até elas próprias em nossa contemporaneidade assumirem esse papel que se condicionou ser inerente a condição feminina.
Essa construção iniciou-se no reinado da rainha Vitória (Inglaterra) entre os anos de 1837 e 1901, que para a manutenção da burguesia, explorou e introduziu códigos de conduta, na qual o recôndito do “privado” destinado a mulher, sedimentaram a base da sociedade vitoriana. Durante o referido reinado a família se desenvolveu de forma conservadora, consolidando normas de intimidade onde se castrava a mulher e dava ao homem poderes para a manutenção da ordem “pública”.
Variados códigos de etiqueta e de comportamento mantiveram a mulher dentro de seu lar. Segundo Andréa Lisly Gonçalves (2006) em seu livro “História e Gênero”, a figura da dona-de-casa era tão idealizada quanto a do marido mantenedor do lar, principalmente em 1850, onde a família, o lar, a maternidade cultivaram a imagem da chamada “era de ouro da domesticidade”.
É evidente que esse desenrolar caminhava em desacordo com os movimentos feministas do século XIX, que por sua vez não deixou de investir as mulheres de novos poderes. Citamos como evidência as mulheres operárias que traziam esses poderes ligados as suas tarefas domésticas, isto é, cuidando do orçamento doméstico.
Como afirma Michelle Perrot, “nos dias de recebimento do salário, as ruas dos bairros populares se transformavam em campos de batalha”, isso porque a mulher cuidava para que o montante do pagamento fosse corretamente distribuído para a manutenção da casa, dos filhos e então por fim, a parte que seria consumida em bebidas, no bar mais próximo ao trabalho.
Toda essa organização no mundo feminino seria mais tarde denominada como “matriarcado orçamentário”, em que partir do século XX será bastante comum essa prática aqui no Brasil, tendo a mulher como gerenciadora do capital familiar.
Esse “controle” das despesas familiares levará a conclusão de que a mulher apresenta tendências natas para o consumismo, o que demonstra claramente a naturalização de mais um conceito feminino construído socialmente e hoje devidamente conduzido pela mídia e grandes empresários.
Verônica Fragoso
Goncalves, Andrea Lisly.História & Gênero .São Paulo.Autêntica,2006. ISBN: 8575261924
PERROT, Michelle. Os Excluídos da História: operários, mulheres e prisioneiros. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992.
Clarice Lispector
Sábado, Abril 25
Mulher-consumista, uma construção histórica.
Domingo, Abril 12
APENAS AMOR
Amor não é pra se entender, pra fazer sentido, amor é pra se viver, é pra sentir o beijo e sonhar, sentir o abraço e gostar, tocar a pele e se arrepiar, amor é pra sentir. Amor não é pra dá exato, nem pra dividir, somar ou multiplicar, amor é pra juntar, colar, pregar, pra nunca mais separar, pra ficar ali e ali terminar. Amor não é pra ter fim, meio, nem antes nem depois, amor só tem começo, é eterno e nunca irá findar. Amor não causa dor, tristeza ou amargura, amor é doce, é feito brisa do amor, é igual a cantar. Amor é não é pra analisar, pesquisar, escolher, documentar, amor simplesmente acontece, não tem como controlar, regular, medir, comparar. Amor não é meu, seu, é sempre um pouco de nós, de tudo que vivemos, aprendemos e agora, no momento temos que usar. Não é filme, novela, peça, amor é real, é vivido, é amado. Amor não é um jogo com regras, juízes, vencedores e vencidos, não há prêmios ou lugares, amar é o mesmo que se dá sem nada cobrar, é querer por gostar, é gostar por querer, é ficar pra amar. Amor não é uma escolha a fazer, uma decisão a tomar, um caminho a cruzar, nem um remédio pra curar, amor é um momento, um sentimento, é uma forma de saber que se existe. O amor não são palavras, frases, nem promessas e juras, são atos de vida, concretos, reais, firmes, fortes. Amor não é alto, magro, baixo, gordo, feio, bonito, rico ou pobre, não é elegante, grosso, ciumento ou indiferente, amor é um pouco de tudo, tudo que podemos amar, tudo que podemos aceitar. Não peça explicações sobre o amor, nem cobre teorias, não pense se o amor poderá ou não te fazer feliz, nem se ele poderá durar a vida inteira, não perca tempo, comece a amar. Não pergunte se pode amar alguém ou se alguém te ama, se o amor pode estar aqui ou ali, deseja apenas que juntos possam se amar. Não procure a perfeição no amor, ele não é perfeito, e nunca será, ele é apenas amor e amor, amar requer de nós uma contra partida, que amemos. Não se pergunte se uma dia você vai amar ou se vai encontrar o amor em sua vida, nem se o amor passou e você não viu, pense apenas e se prepare para quando o amor chegar e você não o deixar ir, ele pode nunca mais voltar. Nem tudo o que se disse do amor é real, é o fim, nem o que ainda se pode dizer sobre será o que falta ser dito, procure você encontrar suas próprias definições do que seja amor, mesmo sabendo que amor, só sabe, só se conhece amando. O amor não é pra dá certo, nem é pra ser ruim, é pra ser bom, pode não passar de um beijo, de um olhar, de um sorriso, mas será amor, sempre, pra toda a vida. E se alguém diz que te ama, não pergunte ou procure saber o que há por trás disso, apenas aceite, amar é raro, dizer mais difícil ainda. Amor não isenta você de problemas, de dificuldades, de sofrimento, amor te ajudar a vencer, a lutar, a buscar sempre saber viver da melhor maneira possível. Quando há amor, choramos sorrindo, sofremos cantando, caímos levantando, quando há amor, somo felizes. Sempre.
Ronaldo Magella 08/04/2009
FELIZ PÁSCOA

O SORRISO
O Sorriso é uma conseqüência direta da felicidade.
O Sorriso é a expressão mais bonita que o ser humano tem.
O Sorriso embeleza qualquer pessoa,
independente de sua aparência.
O Sorriso nos trás forças e esperanças
para lutarmos contra todos os empecilhos.
O Sorriso é universal, tem reflexos por toda parte.
Quando Sorrimos, mostramos que estamos felizes,
de bem com a vida; mostramos que temos esperança
e que não nos deixaremos levar pelos problemas.
Quando Sorrimos passamos a nossa alegria para quem nos ama,
e não damos prazer para quem quer nos ver chorar.
Portanto, SORRIA SEMPRE
para que o amor que está em Você, BRILHE.
(Cris Iris)
SINTO FALTA

Um lindo poema do amigo,
Ronaldo Magella 08/04/2009
Sinto falta do seu sorriso, do cheiro, do seu corpo, sinto falta dos sonhos que nunca pudemos realizar e dos dias de amanhecer que nunca pudemos contemplar. Sinto falta das estrelas que não vimos, das flores que nunca lhe dei, do beijo com gosto de café que nunca lhe beijei. Sinto falto das suas mãos em meu corpo, do seu suor em minha língua, do seu gosto em minha boca. Sinto falta dos recados que nunca vou poder lhe deixar, e dos atrasos que nunca vou atrasar, das promessas que não vou poder cumprir e dos pedidos de desculpas que nunca serão desculpados. Sinto falta dos meus pés tocando os seus nas noites frias de invernos, falta de levar o seu café na cama e encontrar o seu sorriso de felicidade, falta do seu corpo quente junto ao meu, da sua voz gritando o meu nome, do meu nome em sua boca, da sua boa na minha. Sinto falta das nossas brigas, da sua cara de raiva, do seu beijo de reconciliação. Sinto falta de você. Sinto faltas das palavras de amor que nunca lhe disse, dos carinhos que nunca pude fazer, dos afagos que serão guardados, dos presentes que não serão entregues, dos jantares adiados, dos passeios que não acontecerão mais. Sinto falta da sua voz no meu ouvido, do seu olhar no meu, das paisagens que nunca vimos, dos amores que nunca tivemos, da vida em comum que nunca realizamos. Sinto falta das horas que passamos deitados, olhando pro teto, sem pensar em nada, falando da vida, dos abraços gostosos, do gosto dos abraços, de gostar por gostar, de amar por amar. Sinto falta de fazer amor com você, de sentir prazer em seu corpo, de ter você em mim, dos banhos frios no verão e dos banhos quentes do inverno. Falta de falar seu nome, do seu jeito, de tudo que amo em você, das coisas que gosto e odeio em você. Sinto falta dos dias que não mais poderemos mais passar juntos, das horas que não virão, da eternidade que será a vida com a sua falta. Sinto falta de envelhecer ao seu lado, de morrer de amor por você, de dizer sempre, a todos, todos os dias, que nunca amei outra pessoa e que amaria você outra vez , em outra vida, se possível fosse. Sinto falta de mim quando não estou com você e não sinto falta de nada com você. Sinto falta de apaixonar-me todo dia por você, de encontrar sempre um motivo pra amar mais, gostar mais, querer mais você, de perdoar suas faltas, de desculpar os seus erros, de aprender com sua vida, de sorrir com suas bobagens, de tocar você pra sentir o calor e que existe, não é um sonho. Falta das viagens que nunca faremos, do seu aniversário que nunca comemoramos, da nossa música de amor, dos nossos sonhos juntos, sonhos que nunca sonhamos e agora mais do que nunca não realizaremos, dos nossos feriados, da nossa preguiça numa manhã de domingo na cama quente. Das nossas histórias de amor, das situações engraçadas, do amor que não vamos contar, das contas que não vamos fazer. Sinto falta, e como sinto, de tudo que não disse, que não fiz, que não sonhei, que não amei em você. Sinto falta de ser feliz